13/08/2009



Foto: Leila Andrade






Pode ser que alguém

não veja

mas a face do dia vem

misturada às dores

do tempo


Confundida

a face é dupla

e mostra o que não é


Tanto que há

essa confusão a me

clamar no infinito

sabor da sua voz


Escrito por Leila Andrade 11:10 AM

 
10/06/2009

Foto: Leila Andrade







Teima o tempo em minhas mãos

De flores e terras esquecidas


Há sempre uma semente que cura

Basta entender


Escrito por Leila Andrade 12:00 PM

 
11/03/2009

Foto: Leila Andrade







caminho feito de somas

restos deixados

temperamento do tipo tardio



no final

sempre folhas verdes

e novas




Escrito por Leila Andrade 11:11 AM

 
30/12/2008

Foto: Leila Andrade

o dia começa
e os olhos tão dispersos
acompanham cada gesto cotidiano

perceber do silêncio
as linhas do tempo

nuvens do céu
o que restou no chão

basta

Escrito por Leila Andrade 10:50 AM

 
05/11/2008






Foto: Leila Lopes de Andrade





entre templos, cidades, ruínas
ecoa o caminho sujo das desesperanças
mas
à surdina
restos encorpados de um dia
assombram minha lenta visão
indócil alcançada pelos pedaços da palavra
por favor

Escrito por Leila Andrade 9:06 PM

 
14/09/2008

Foto: Leila Andrade

os sons são estes os que nos rondam
impregnados de indecisões
quase maledicentes

uma janela que se abre a qualquer céu
sujeita-se aos vermelhos estonteantes do mundo

nesta terra de ninguém
somos donos dos vazios e, no mergulho
daquele mar, permanecemos repletos de outros sons
habitantes do canto mais profundo
do entardecer nosso de cada dia



Escrito por Leila Andrade 4:00 PM

 
31/05/2008

Foto: Leila Andrade







em qualquer tempo
seco ou molhado
qualquer quarto
ou morada

(escuro ou claro)

o minuto cobra:
a direção dos pés
a intensidade das mãos


Escrito por Leila Andrade 10:00 AM

 
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